Adam Neumann não saiu simplesmente da WeWork. Ele saiu com um pagamento de US$ 1,7 bilhão. Esse tipo de saída não encerra uma carreira. Financia o próximo.

Entre no Fluxo.

Não é outro unicórnio tecnológico. É uma peça imobiliária residencial. O objetivo? Aluguel de moradias com comodidades compartilhadas projetadas para forçar a comunidade. Pense em cozinhas, salões e eventos compartilhados. O tipo de coisa sobre a qual Neumann pregou na WeWork. Só agora as pessoas estão realmente vivendo nele.

Os números são íngremes. Em 2025, o Flow estava avaliado em US$ 2,5 bilhões. Esse é um preço alto para uma empresa que ainda não provou seu modelo em escala. Mas o apoio está lá. Andreessen Horowitz, uma das empresas de capital de risco mais poderosas do Vale do Silício, está por trás disso.

Por que isso importa? Porque mostra onde Neumann está investindo seu dinheiro. Não na IA. Não em criptografia. No mundo físico. Em tijolos e argamassa. Na complicada tarefa de conseguir que estranhos morem juntos.

O setor imobiliário está lento. Intensivo em capital. Regulamentado. Ele não se move como um software. Mas a procura de habitação acessível e centrada na comunidade é real. Especialmente em cidades onde o aluguel consome metade do seu salário.

A Flow aposta que as pessoas pagarão pela conexão. Não apenas quatro paredes.

Esse é um modelo sustentável? A história diz que não. WeWork disse o contrário. Neumann disse isso novamente. Desta vez, o capital de risco é mais profundo. O mercado está mais saturado. O escrutínio é maior.

Mas a avaliação lhe diz algo. Os investidores acreditam na história. Mesmo que a execução seja arriscada.